Funk, sertanejo ou pagode? A música precisa contar a mesma história
Praia, término e rolê com os amigos não pedem a mesma energia.

1. O gênero da vez não conta a sua história
Tá bombando funk, então funk. Tá bombando sertanejo, então sertanejo.
O problema aparece quando a letra diz uma coisa e o vídeo mostra outra. Quem assiste não analisa, só sente que ficou estranho, e desliza.
2. A letra também está narrando
Em sertanejo e em pagode a letra pesa. Não é fundo musical: é uma segunda narração passando por cima das suas imagens.
Se o vídeo é um rolê tranquilo e a música está contando uma traição, você tem duas histórias brigando em doze segundos. A música ganha e o vídeo perde.
3. Comece pelo final
Escreva em uma frase como o seu vídeo termina. Depois escolha.
- Termina em confiança — batida marcada, letra direta, corte mais rápido
- Termina em saudade — mais lento, instrumento na frente, voz que não ocupa tudo
- Termina em piada — a música precisa parar antes da punchline, não por cima dela
- Termina em euforia — energia cheia, e só aqui vale cortar no ritmo
4. Confira a letra do trecho exato
Conhecer a música não basta. Ouça os quinze segundos que você vai usar e veja o que a letra diz ali.
Muita faixa muda de sentido na segunda estrofe. O trecho que todo mundo usa costuma ser o único que realmente encaixa.
Se aquele trecho fala algo que você não quer associar ao seu conteúdo, mova alguns segundos antes de descartar a música inteira.
5. Faça agora
Escreva o final, separe três opções, confira a letra do trecho.
No MUZPICKR dá pra ouvir trinta segundos de cada opção e comparar sem sair da mesma tela.